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    Secretaria de Saúde faz alerta sobre o carrapato estrela, transmissor da febre maculosa



    A temporada entre o mês de julho e o início de novembro é propícia à disseminação do carrapato estrelaem sua fase conhecida como “vermelhinho”, que é quando ele passou a fase do “micuim” e está presente na vegetação. Ele também parasita animais como capivaras, bois, cavalos e até mesmo gatos e cães domésticos, dos quais se alimenta do sangue.

    Se um desses animais estiver com a bactéria da febre maculosa no sangue, o carrapato estrela em qualquer fase se infecta e pode contaminar o ser humano. É para evitar casos na cidade que a Secretaria de Saúde de Jaguariúna, por meio da Vigilância Epidemiológica, deu início a uma nova campanha de divulgação sobre a febre maculosa.

    Conforme a secretária titular da pasta, Maria do Carmo de Oliveira Pelisão, a febre maculosa é uma doença infecciosa grave, que provoca febre e pode até matar, se não houver um diagnóstico precoce. “Por isso, é importante que a pessoa diga ao médico, caso esteja com sintomas de febre alta e mal-estar, em quais locais esteve ou se teve contato com animais”.

    Cuidados básicos

    Na lista dos locais onde o carrapato estrela é mais comum entram margens de rios, matas ou pastos. Quem circulou por um deles deve tomar alguns cuidados (confira abaixo). O principal é verificar se não há algum carrapato no corpo. Os sintomas iniciais da doença, conforme a secretária de Saúde, se manifestam entre o segundo e o 14º dia após a picada do carrapato infectado com a bactéria Rickettsia rickettsii.

    Sintomas da febre maculosa: febre, dor de cabeça, dores no corpo, dor abdominal (barriga), mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo, principalmente na planta das mães e dos pés, além de diarreia e vômito;

    – Apresentando algum dos sintomas mencionados acima, pode ser febre maculosa, então procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo de sua casa.

    Não esqueça de relatar ao médico, caso tenha feito uma dessas atividades, seja por lazer ou mesmo a trabalho: pesca, passeio a cavalo, caminhada em área de mata, visita a cachoeiras, etc. Se houve contato ou permanência com área de mata, principalmente em beira de rio, isso deve ser comunicado.

    Como se prevenir contra o carrapato:

    – use roupas de cor clara, calçados fechados, de preferência botas de cano alto, e sempre colocando a parte inferior da calça por dentro das botas. Para lacrar, use fita adesiva ou dupla-face, fazendo da bota um prolongamento das pernas da calça;

    – evite permanecer sentado, deitado ou parado em gramados durante as atividades de lazer ou esportivas, seja numa caminhada, pescaria, piquenique ou outra qualquer;

    – use esse mesmo tipo de proteção (descrito acima), caso vá cortar grama, capinar um terreno ou limpar área com matagal;

    – para evitar a presença do carrapato no quintal ou próximo de sua casa (num terreno ao lado, por exemplo), o recomendado é manter a vegetação sempre cortada rente ao solo. Isso facilita a penetração dos raios solares e espanta o carrapato.

    Recomendações importantes:

    – Evite frequentar áreas infestadas por carrapatos;

    – Examine seu corpo cuidadosamente e a cada duas horas, pelo menos, pois o carrapato precisa de algum tempo agarrado à pele humana para transmitir a bactéria Rickettsia rickettsii;

    – Faça esse mesmo exame no corpo das crianças, caso elas tenham ido brincar em algum local ou área cercada por mato;

    – Atividades que envolvam contato direto com cavalos, sejam de lazer (equitação, cavalgada e equoterapia, por exemplo), ou mesmo no trabalho, exigem que quem as pratica faça esse exame cuidadoso todos os dias;

    – Importantíssimo: é preciso ter cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado na pele. Se possível, fazer isso utilizando luvas e pinças. Evite esmagar o carrapato, pois isso pode facilitar a contaminação com a bactéria da febre maculosa.

    Jaguariúna é cortada por três rios – Jaguari, Atibaia e Camanducaia – e é comum haver bandos de capivaras em suas margens, por ser esse o seu habitat natural. São animais considerados hospedeiros naturais do carrapato estrela, portanto, quem frequenta áreas onde elas vivem (principalmente beira de rio), corre sérios riscos de contrair febre maculosa, daí o alerta feito pela Prefeitura de Jaguariúna via Secretaria de Saúde.


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